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18 jul

Julho das Pretas promove calendário voltado à mulher negra

Diversos eventos serão realizados em todo o Paraná com o objetivo de valorizar a população Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas.

 

Retrato de Tereza de Benguela

 

Durante todo o mês, a APP-Sindicato participa do “Julho das Pretas”, evento que visa promover a reafirmação da identidade, da história, da resistência e da luta das mulheres negras em prol da igualdade de oportunidades. Construído a partir do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado no dia 25, as solenidades são dedicadas à população Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas no Brasil e no mundo.

No Paraná, o Julho das Pretas desenvolve audiências públicas, festivais, seminários, conferências, feiras, entre outras atividades para fortalecer as organizações de mulheres negras, que ampliam o debate e inserem temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais formas de opressão. É feito também a exigência de ampliação de direitos, democratização de espaços de poder e decisão na sociedade, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

Segundo a Diretora da Secretária da Mulher trabalhadora e dos Direitos LGBTI, Vanessa Piaza B. dos Santos, o mote deste ano é “NEGRAS PELA PAZ! BASTA DE TIROS E DE PRISÃO, BASTA DE EXECUÇÃO!”, onde enfatiza a luta das mães negras contra o genocídio da juventude negra e o encarceramento em massa. “ São as mulheres e mães negras que sofrem na pele a perseguição, a discriminação de si mesmas e a prisão e execução dos seus filhos e filhas. Por isto, temos esse tema”, explica a secretária.

Racismo e machismo como estrutura

Sendo dois dos pilares das opressões no Brasil, o racismo e o machismo afetam diariamente a vida da população, já que 53,6% das(os) brasileiras(os) são negros (Dados do IBGE). “Considerando a situação social da mulher negra e o número da população do Brasil, constata-se que elas são a base da pirâmide social. Entre as mulheres são as mulheres negras que têm os menores salários, e a situação piora ainda mais se comparada aos homens brancos, além da destinação social que elas sofrem com os empregos mais precarizados quer seja no mercado formal ou informal”, conta Vanessa.

Vanessa Piaza B. dos Santos reforça ainda que a partir do momento que a mulher negra se mexe, a sociedade inteira se mexe, já que elas enfrentam o peso destes dois estruturantes da sociedade.

Tereza de Benguela

Nascida no século XVIII, Tereza de Benguela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso (MT). Sob seu comando, a comunidade cresceu militar e economicamente, incomodando o governo escravista. Após ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa, vindo a suicidar-se após se recusar a viver sob regime de escravidão.

Em sua homenagem, foi instituído no dia 25 de junho, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data foi sancionada através da Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor no dia 02 de junho de 2014. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

 

EDITADO DE: APP Sindicato

 

 

 

 


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