20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra

  

NÚCLEO SINDICAL
LONDRINA

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de base e de luta!
2017 - 2021

Artigos

Então tá. Tudo bem. Mas tudo bem mesmo!

Você é professor e não teve reajuste salarial, mas está com o salário em dia; Você é professor e está trabalhando mais, mas ainda consegue suportar umas horinhas a mais; Você é professor e teve muitos amigos que ficaram sem aulas e desempregados, mas você conseguiu acertar as suas...

Sua vida, apesar de tudo, você conseguiu organizar. O negócio agora é cuidar dela. Não é mesmo? Afinal, por que se aborrecer olhando para aqueles que ficaram desempregados? Por que se preocupar com as reformas do Ensino Médio já concretizadas? Por que se preocupar com as reformas da previdência e das leis que regulamentam a relação trabalho-capital que virão muito em breve? Isso é futuro, e o futuro a Deus pertence...

Você acertou suas aulas para este ano, e é isso que importa. A qualidade da escola pública no futuro, os sonhos de nossas crianças e de nossos jovens, a produção de conhecimento, a pesquisa, a ciência, as artes e as filosofias são coisas realmente insignificantes e desprezíveis. Você garantiu o pão na mesa para este ano, e é de pão que se vive o homem...

A vida para este ano está acertada. Não tem, de fato, por que se preocupar se vai perder, muito em breve, o plano de carreira, as garantias da Lei do Piso e a sagrada aposentadoria. Dane-se o futuro e nossa profissão! Nos próximos anos vamos virar professores auleiros, recebendo apenas pelas aulas dadas. Caso alguma doença nos impeça de dar aulas, não haverá nenhum tipo de seguridade, não receberemos nada, seremos simplesmente descartados. Que importância tem isso? Por que fazer greve e correr riscos de ter a falta lançada na ficha funcional e não avançar na carreira? O Beto Richa tem razão. O Rossoni também. Seja bonzinho, bem comportado, bem educado como deve ser um professor.

Finalmente, sem você se incomodar, concretizadas todas as ações do golpe e estabelecidas as bases para uma nova ordem social totalmente desumanizadora, você pode descarregar toda sua raiva no PT e no Sindicato... Eles são culpados!!! Você jamais! Você esteve apenas exercendo o seu direito de não participar da luta para garantir suas aulas esse ano.

Aliás, tanto o PT quanto os sindicatos têm sim uma boa dose de culpa nisso tudo. Dar acesso ao consumo e promover sindicalismo de resultados tornou muitos trabalhadores individualistas, sem a mínima consciência histórica, sem consciência das dificuldades da luta de classes.

Hoje muitos professores estão dizendo que não irão aderir à greve porque o sindicato não oferece garantias. Ora ora, como se em algum momento da história das lutas dos trabalhadores nossos direitos tivessem sido garantidos sem resistência, sem luta coletiva. A direção sindical, por si só, não dá garantia de nada a ninguém!

O nosso povo se acostumou com o breve interlúdio democrático vivido nas últimas décadas. Acostumou-se a fazer a luta com respaldo da lei. Hoje, com a quebra do estado de direito, muitos ainda acham que a luta deve ser feita, mas ninguém quer se machucar. Parecem querer que alguém brigue por eles. Se esse estado de sonolência permanecer, vamos sofrer como cães até um novo despertar. E não vai adiantar absolutamente nada por a culpa nos sindicatos e em suas direções.

Hoje, o papel dos dirigentes sindicais é alertar sobre o que está por vir. Isso tem sido feito com muita honestidade. Vem para luta, obviamente, quem quer. Mas todos pagaremos a conta. Ninguém se salvará sozinho. Mas ninguém mesmo. Nem aqueles que hoje se dispõem a fazer o papel de carrascos.
Prof. Sebastião Donizete Santarosa

MP do Ensino Médio – Reforma ou Demolição

Ao debruçar-me sobre a Medida Provisória 746, de 22 de setembro de 2016, o título já me lançou aos anos do devaneio liberalizante dos anos Lerner/FHC na Educação do Paraná.

AMP citada “ Institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, altera a Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e a Lei nº 11.494 de 20 de junho de 2007, que regulamenta o fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação, e dá outras providências”

Já o governo Lerner, sob a batuta do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, cria, em 1998, o PROEM – Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná, tal como esta medida provisória de Temer, cobria-se de dourados e purpurinas, para ofuscar e iludir, mais esconder que revelar.

Lá, como aqui, o programa, sob nome tão pomposo, não expandiu, não melhorou nem tampouco inovou o Ensino Médio no Paraná. Na esteira de seu antecessor, este de Temer, é igualmente temeroso. Ambos só buscam enxugar, reduzir, empobrecer, aligeirar a formação daqueles que demandam a escola pública brasileira, os filhos dos trabalhadores e assalariados.

As classes abastadas, como fizeram em outras legislações, 5692/71, por exemplo, e mesmo a 9394/96, buscarão seus modos e meios próprios de garantir a formação de ponta que tem lhes garantido a hegemonia na direção do processo produtivo. Atente-se para o fato de que o central da medida provisória ora encaminhada ao Congresso, é a “ flexibilização do ensino médio, por meio de oferta de diferentes itinerários formativos...

A olhos pouco atentos e percepções menos afiadas, esta flexibilização pode exercer alguma atração, mas, a realidade logo se impõe.
“ Na perspectiva de ofertar um ensino médio mais atrativo para o jovem, além da liberdade de escolher seus itinerários, de acordo com seus projetos de vida, a medida torna obrigatória a oferta da língua inglesa, o ensino da língua portuguesa e da matemática nos três anos desta etapa” ... Item 23 da justificativa.

Aí está a atraente “ flexibilização”, que não quer dizer outra coisa senão – extinção de disciplinas como Educação Física, Sociologia, Filosofia, Arte, Espanhol e todas as outras, que ficarão na dependência da aprovação do Conselho Nacional de Educação e de homologação pelo Ministro da Educação para voltarem a fazer parte do currículo obrigatório. (Não esqueçamos que uma das primeiras medidas de Temer foi trocar todo o CNE.) Agora, dispõe de um conselho fiel às suas pretensões.

Que ninguém se iluda. Esta MP tem a ver com PEC 241, que limita as despesas públicas (gastos com Saúde, Educação, Aposentadorias, etc.) por 20 anos. Ora, dentro dessa ótica perversa, reduzir o quadro de professores, (não obrigatoriedade de várias disciplinas) destruir a carreira docente (fim da obrigatoriedade de ingresso apenas de professores formados) é um passo gigantesco na consolidação da citada PEC.

Esta MP do Ensino Médio é, em última análise, uma MP da entrega do país aos interesses externos poderosos, na medida que ao precarizar o ensino público, impede nosso desenvolvimento na produção de ciência e tecnologia, ferramentas indispensáveis para que qualquer nação se liberte da dependência de exportação de grãos, minérios, etc., e possa entrar na disputa soberana pelo universo do conhecimento. Isto não tem outro nome: é traição, é crime de lesa-pátria.

Quanto à Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, não passa de pura falácia. Foi uma tentativa de criar uma propaganda que abrisse caminho ao desmonte, mas não se sustenta. O artigo 5º da malfadada Medida Provisória, prevê o repasse de recursos pelo período máximo de quatro anos, contado da data do início de sua implementação. Estão brincando? E depois dos quatro anos, o que faz a escola com seu tempo integral? Volta ao que era? Fecha? Será repassada à iniciativa privada?

Além do mais, o tal repasse de recursos, fica condicionado à disponibilidade orçamentária, como prevê o parágrafo segundo do artigo 6º.
Outras contradições e incongruências existem no texto, mas fico por aqui porque o que já vi me basta. É a mais pura precarização do ensino público.

Evidentemente que não sou favorável à manutenção sine die do Ensino Médio como hoje se encontra. Mas vínhamos numa agenda de fortalecimento da Educação Pública, interrompida pelo “ impeachment” da presidente Dilma, e chegaríamos numa reforma harmoniosa e baseada no consenso, bem diferente desta política de terra arrasada imposta pelo ilegítimo governo Temer que, longe de uma reforma, faz uma demolição do Ensino Médio brasileiro.

Ao finalizar, não posso deixar de lembrar o filósofo italiano Antônio Gramsci que rejeitava qualquer rebaixamento cultural e escolar com vistas a proteger ou assistir os pobres: estes precisam apenas da igualdade de condições para estudar, conclui o grande pensador.

Curitiba, outubro de 2016
Prof. Romeu Gomes de Miranda
Ex-Presidente do Conselho Estadual de Educação do Paraná

Análise preliminar da Medida provisória Nº 746, de 22 de setembro de 2016, que institui a Política de Fomento à Implantação das Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, altera a Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei Nº 11.494 de 20 de junho de 2007, que regulariza o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos profissionais da Educação, e da outras providências

Comentário sobre a Ementa:

Em princípio, se faz necessário avaliar a falta de atenção às outras etapas modalidades da educação, como por exemplo: Educação Infantil e Ensino Fundamental, uma vez que existe uma demanda reprimida e ausência de investimentos por parte dos Municípios, Estados e Distrito Federal nas etapas citadas. Propor Ensino Médio em Tempo Integral, se faz necessário resolver a falta de estrutura e de Profissionais existente no atual quadro.

Observa-se também que o FUNDEB deverá arcar com os investimentos extras, sem a devida compensação de recursos, sangrando ainda mais as parcas receitas existentes. O Brasil está privatizando a exploração e comercialização do petróleo oriundo do Pré-Sal, fonte indispensável para o cumprimento do Plano Nacional de Educação recém aprovado. De onde virão os recursos?

Artigo 1º, §§ 1º, 2º e 3º
A proposta de ampliação para 1.400 horas anuais, se sustenta no cumprimento ao Plano Nacional de Educação que, pelo comentário anterior, se tornou letra morta. O texto não deixa claro o que será feito com o período noturno, frequentado pelos alunos trabalhadores que ficaram excluídos e transformados em cidadãos de segunda ou terceira… categorias, no mesmo momento em que um grupo de privilegiados estudarão em Escolas de tempo integral.
Observa-se que as disciplinas de Filosofia, História, Sociologia, Artes, Educação Física, dentre outras, tendem a desaparecer do currículo, contribuindo para uma formação tecnicista extremamente voltada para o mundo do trabalho e não para a vida, propiciando o aparecimento de um exército de trabalhadores mecânicos e não questionadores.

§ 4º
Perigo eminente de Exclusão da Educação Física do Ensino Médio, tendo como prejuízo o condicionamento físico, a revelação de atletas e o agravamento de problemas de saúde dos alunos .

§ 5º
Encontra-se explicitado a intenção de se estender os estudos de outras línguas, monopolizando a língua inglesa e consequentemente ocasionando a demissão de trabalhadores docentes.

§ 10
Neste parágrafo, explicita-se a exclusão dos Trabalhadores em Educação dos debates, ao não considerar a organização dos mesmos através da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). A discussão se dará somente com a participação dos patrões e dos Executivos.

Artigo 36, inciso de I a V
A Exclusão ou não obrigatoriedade das disciplinas de História, Geografia, Filosofia, Sociologia, dentre outras, fortalece a Educação tecnicista, voltada para o mercado, ao mesmo tempo em que contradiz o conceito de Educação Integral, mesmo em regime de tempo integral.

§ 8º
Podemos perceber o dedo do Banco Mundial, impondo suas condições para o financiamento da Educação Brasileira ao se adotar como obrigatória a língua inglesa e consequentemente a destruição ou o enfraquecimento do Mercosul, explicitados nas ações tomadas pelo Ministério das Relações Exterior do governo Federal.

§11, inciso I
Ao se permitir parcerias, fica evidente a intenção de se privatizar, terceirizar e precarizar a Educação. Caminho aberto para o fortalecimento do Sistema “S” e consequentemente da indústria e do comércio.

§ 14
Conforme o apresentado até o momento evidencia-se a intenção de se avaliar os trabalhadores e alunos com base na meritocracia e nos conceitos mercadológicos , A Educação volta a ser tratada como Mercadoria.

§ 17, incisos III e VI, § 17
Diante do apresentado, evidencia-se a intenção de se alargar o domínio das Instituições privadas, voltadas para uma Educação mercadológica, dentro da qual a mercadoria principal é o ensino, ao mesmo tempo em que se pretende aumentar o oferecimento de educação à distância, fato que possibilita a diminuição de investimentos em profissionais docentes e não docentes.
O parágrafo 17, explicita através de uma linguagem tecnicista, baseada nas competências e habilidades, termos abolidos e que nos remete a década de 70, sob a vigência da Lei Nº 5.692/71.

§ 3º, inciso IV
O inciso IV explicita a precarização, a terceirização e o fim dos concursos públicos para as áreas específicas, fortalecendo a contratação de profissionais não formados e não licenciados conhecidos como “biqueiros” da Educação, aquele que tem outra profissão e que nas horas vagas faz um bico como professor, aqueles que não conseguiram sucesso na profissão de origem, dar palpite na Educação.

Artigo 2º
A educação Especial, Educação Indígena, Educação Quilombola, Educação de Jovens e Adultos e EJA profissional, não podem ser alijadas das condições de igualdade oferecidas às demais modalidades, portanto os recursos devem ser ampliados e não reduzidos.

Artigo 5º e parágrafo único
A estrutura atual oferecida às Instituições de Ensino Médio é insuficiente para o bom funcionamento em meio turno. Salvo o aumento de 100% de investimento, de pessoal docente e não docente, o proposto Ensino Integral ficará só no papel. Ao se observar o limite máximo de vigência do projeto, fica indefinido como será a manutenção do mesmo após esse período.

Artigo 6º
Mais uma vez evidencia-se o privilégio em relação a algumas Instituições, dentro das quais deverão estar os escolhidos para um “Ensino de qualidade”. Rompe-se assim o preceito da igualdade entre os alunos. Como se não bastasse, o parágrafo 2] do inciso II, condiciona as despesas ao equilíbrio das receitas orçamentárias, em outras palavras, se não tiver dinheiro, não terá Educação integral.

Artigo 8º
A união, historicamente não oferece estrutura para fiscalizar e nem sequer acompanhar a aplicação dos recursos e atendimentos já existentes. Entendendo que o projeto colocado será acompanhado e fiscalizado por Ela, podemos concluir que não haverá acompanhamento e muito menos fiscalização.

Artigo 10
Os atuais Conselhos de Acompanhamento e Controle Social, encontram-se desestruturados, sem a formação necessária e a maioria funciona de maneira viciada, atrelado aos Governos. Para se resolver a situação, deveria existir investimentos pesados em formação, qualificação e reconhecimento dos Conselheiros, sem que os mesmos se transformem em extensão do Executivo de plantão.

Artigo 11, parágrafo único
Reiterando a análise anterior, os Conselhos que acompanham e fiscalizam a aplicação dos recursos destinados à Educação, não possuem condições técnicas para elaboração de pareceres conclusivos, sem dizer que existem as dificuldades em se ter acesso às informações e documentações necessárias para a fiscalização correta e o desempenho de suas funções. Ou a União investe em formação e qualificação desses Conselhos ou se perpetuará uma fiscalização de faz de conta.

Conclusão

Diante do exposto, fica visível a entrega da Educação Brasileira ao mercado, com a devida precarização da formação tecnicista, dentro da qual são excluídas as críticas oferecidas pelas disciplinas que não serão mais obrigatórias. Prioriza-se a formação do cidadão exclusivamente para o mundo do trabalho, enquanto criam-se as ilhas de exceções, nas quais estudarão aqueles que vão elaborar e ditar as normas e ordens, que por sua vez, deverão ser cumpridas pelos excluídos da discussão e da elaboração das mesmas.
Volta-se ao tempo das escolas para quem governa e escolas para que é governado, tendo como estratégia a entrega da educação ao mercado. Como Prova cabal dessa estratégia, o governo Federal apresenta os Projetos 241 e 257, congelando os investimentos por 20 anos e o fim dos concursos públicos.
Conclui-se que estamos de volta aos ensinamentos de Adan Smith, Thomas Malthus e tantos outros defensores do Liberalismo ou Neo-Liberalismo, que defendem uma Educação oferecida aos trabalhadores em doses homeopáticas.
Edilson de Paula
Professor da Rede Pública Estadual do Paraná
Ex- Diretor de Assuntos Municipais da APP-Sindicato

No dia 2 de julho o grupo APP independente e democrática promoveu, na cidade de Londrina, a segunda etapa de seu curso de formação. Na primeira etapa houve falas sobre a identidade e a necessidade de formação do professor e a distribuição de leituras entre os professores dos núcleos participantes. Neste primeiro momento o grande objetivo era o estudo da realidade brasileira. O mote era: Como transformar a realidade se eu não a conheço.

14 livros foram trabalhados. Alguns deles são indicações de Antônio Cândido, outros são biografias e romances e ainda, alguns livros mais recentes de interpretação de nossa realidade. Para quem interessar possa, deixo a relação, por ordem de apresentação: O abolicionismo de Joaquim Nabuco; Ser escravo no Brasil de Kátia de Queirós Mattoso; Tenda dos milagres de Jorge Amado; A América latina - males de origem, de Manoel Bonfim; Índios no Brasil de Manuela Carneiro da Cunha; as biografias de Getúlio (Lira Neto), de JK (Cláudio Bojunga) e Jango (Jorge Ferreira); Ditadura e democracia no Brasil de Daniel Aarão dos Reis; A doutrina do choque de Naomi Klein; O ódio à democracia de Jacques Rancière; Como conversar com um fascista de Márcia Tiburi e A Tolice da inteligência brasileira de Jessé Souza. Na véspera houve uma fala do professor Renato Mocellin sobre a cidadania no Brasil, seus avanços e retrocessos.

Um livro bem provocador. Filosofia para não filósofos.

Mas o que eu quero chamar a atenção com este texto é sobre a importância e a necessidade da leitura. A primeira referência que eu faço é a Monteiro Lobato. Apenas isto: "Somos o que lemos". A segunda referência remete a Albert Jacquard, ao seu livro Filosofia para não filósofos. Nele ele fala sobre a alteridade e, ao falar dela, fala da solidão e ao falar da solidão fala da companhia dos livros. "Eu tive a sorte de povoar esta solidão com todos os autores encontrados nas prateleiras das bibliotecas e que foram bastante amáveis comigo; nunca zombaram de mim, levaram-me a desejar contato com seres de carne e osso, que são mais inquietantes, embora muito mais atraentes do que aqueles de quem só restam palavras".

Mas quem eu quero mostrar mesmo é Roberto Saviano, o escritor italiano, confinado pela proteção do Estado, que investigou a máfia e que fala dos resultados da leitura de seus livros e do respeito que ele nutre pelo seu leitor. O livro em questão é ZeroZeroZero. Começo com uma citação sua, retirada do Apocalipse: "Tomei o livrinho da mão do Anjo e o devorei - na boca era doce como mel; quando o engoli, porém meu estômago se tornou amargo".

Roberto Saviano. A máfia e a globalização.


A partir desta citação Saviano nos dá um conselho: "Creio que os leitores deviam fazer isso com as palavras. Metê-las na boca, mastigá-las, triturá-las e por fim engoli-las, para que a química da qual são compostas faça efeito dentro de nós e ilumine as turbulências insuportáveis da noite, traçando a linha que distingue a felicidade da dor". Localizei o versículo. É João 10:10 e se quiser contextualizar é João 10: 1 a 11. O apreço ao leitor rapidamente se transforma em admiração por aquele que "subtrai um tempo importante de sua vida para construir nova vida". E continua:

"Nada é mais poderoso do que a leitura, ninguém é mais mentiroso do que quem afirma que ler um livro é um gesto passivo. Ler, escutar, estudar, compreender é o único modo de construir vida além da vida, vida ao lado da vida. Ler é um ato perigoso porque dá forma e dimensão às palavras, encarna-as e as espalha em todas as direções". Um pouco mais adiante continua, agora já falando da importância de conhecer o mundo do tráfico internacional da droga. "Conhecer é começar a mudar. Para quem não joga fora estas histórias, não as ignora, sente-as como próprias, para essas pessoas vai o meu respeito". E ainda no mesmo tom, continua:
"Quem se sente arcar com as palavras, quem as grava sobre a própria pele, quem constroi para si um novo vocabulário está mudando o curso do mundo porque compreendeu como se situar nele. É como romper grilhões. As palavras são ações, são tecido conectivo. Somente quem conhece estas histórias pode se defender destas histórias. Somente quem as conta ao filho, ao amigo, ao marido, somente quem as leva aos lugares públicos, aos salões, às salas de aula, está articulando uma possibilidade de resistência. Para quem está sozinho sobre o abismo, é como estar numa jaula, mas se forem muitos a decidir enfrentar o abismo, então as grades daquela cela se dissolvem. E uma cela sem grades já não é uma cela".

E junto com a proposta aos sindicatos de se preocuparem com a formação de seus sindicalizados para que possam lutar melhor, a minha última referência, que remete a Ray Bradbury, ao Fahrenheit 451, ao personagem Beatty, o bombeiro refuncionalizado, transformado em incendiário de livros, já que materiais impermeáveis ao fogo o levam a procurar uma nova função, a de incendiar livros e, possível e preferencialmente, também os seus autores: "Um livro é uma arma carregada na casa da vizinha". E voltando a Monteiro Lobato: Também somos o que não lemos.
Prof. Pedro Eloi Rech
Disponível em:<http://www.blogdopedroeloi.com.br/2016/07/os-sindicatos-e-o-ato-de-ler.html>

Neste último sábado (25/06), em Assembleia Estadual, professores(as) e funcionários(as) aprovaram quase que por unanimidade o ESTADO DE GREVE.

A decisão foi tomada em virtude da indignação e preocupação da categoria com o descaso do governo do Paraná com a pauta da categoria, como por exemplo, o não pagamento de promoções e progressões de carreira, em atraso desde o ano de 2015. E o pior, além de não honrar seus compromissos, o governo de forma raivosa e autoritária pune, com falta, os educadores e educadoras que no dia 29 de abril foram as ruas protestar contra o massacre sofrido há um ano atrás.

Diante da aprovação, começam a surgir várias dúvidas na categoria sobre o que realmente é o ESTADO DE GREVE. Aqui vão algumas considerações:

1)Esta não é a primeira vez que nossa categoria aprova o Estado de greve. Esta medida foi utilizada em outros momentos críticos em que direitos nossos foram desrespeitados. Em alguns destes momentos, o Estado de Greve se transformou, na sequencia em greve; em outros não.

2) QUAL O SIGNIFICADO DO ESTADO DE GREVE?

É um momento de alerta. É um momento de debate e organização no interior da categoria. O ESTADO DE GREVE atua em três grandes dimensões:

a) GOVERNO – É um recado direto da categoria para o governo. Estamos dizendo que se a atitude do governo não mudar a categoria irá para uma greve. A decretação do Estado de Greve é também, um sinal para o governo de que a categoria está transformando a sua indignação em ação concreta de luta. Ou seja, estamos organizando o nosso time para a greve. Ela não acontecerá se o governo atender nossas reivindicações centrais, ou que simplesmente cumpra a Lei.

b) CATEGORIA – É um recado para o conjunto da categoria. Mesmo com todas as dificuldades do cotidiano escolar precisamos nos organizar. Estamos em uma situação de perigo, pois direitos estão sendo desrespeitados. Por isto, em cada escola precisamos colocar em debate a organização de uma greve como um dos instrumentos de luta da categoria. Talvez ela seja necessária bem antes do que imaginávamos. É um momento de diálogo, organização interna e de motivação entre nós.

c) SOCIEDADE– É um recado para a sociedade. Estamos dizendo aos pais, mães, responsáveis . estudantes e a sociedade em geral que o governo Richa vai mal na educação. Que eu governo desrespeita a Lei e desrespeita os direitos dos educadores(as). Estamos dizendo que nossa paciência está acabando, e se for necessário, iremos a greve.

CENÁRIO NACIONAL – Para piorar o quadro estamos atravessando uma conjuntura nacional totalmente adversa. O grupo comandado por Temer, que está à frente do governo federal tem anunciado medidas que trarão prejuízos irreparáveis para quem é servidor público em nosso país. Entre estas, a reforma da previdência, congelamento de salários, terceirizações, criação de organizações sociais, e a flexibilização de direitos de avanços de carreira e de estabilidade.

A aprovação destas Leis em nível nacional virá como efeito dominó nos estados e munícipios. Por isto, precisamos combater o golpe que o poder econômico está dando em cima dos trabalhadores(as) brasileiros(as). Independentemente das cores partidárias precisamos discutir este cenário em todas as escolas. Não podemos nos omitir. Reclamar depois não irá adiantar.

Prof. Luiz Paixão da Rocha

“A verdadeira essência do ser humano consiste em sua dignidade e em seu bom caráter.”

Não adianta você querer demonstrar que tem bom caráter apenas com palavras bonitas. Demonstre-o com atitudes, com atos e provas de que és digno de credibilidade.

... E assim conquistarás o mundo!” ( Vasty Frazao).

Todos nós seres humanos somos imperfeitos, portanto, a minha dor pode ser tão intensa quanta a sua e a nossa morte é certa.... para alguns chegará repentinamente, já para outros passarão por provações antes da passagem. Porque então, enquanto estamos vivos, agir no sentido sempre de ajudar o outro, sermos resilientes, humildes e doar um pouco do nosso conhecimento aos que precisam hoje, não deixe para o amanhã, pois não sabe quanto tempo ainda têm....... Contribua para a que nossa sociedade seja mais justa e humana, mesmo que tenha que passar por cima de seus preconceitos, escute o que outro tem para te dizer, nunca seja o primeiro em atirar a pedra ....., julgar e condenar..... , não é fácil, mas esse é um exercício para a nossa evolução como seres humanos aqui nessa terra.

Hoje dia de TIRADENTES (herói de brancos(as), pardos(as) e negros(as) brasileiros(as)), “símbolo da liberdade”, FERIADO NACIONAL(justo). Dia 20 de novembro é dia de ZUMBI DOS PALMARES (herói também de negros(as), pardos(as) e brancos(as)), “símbolo da liberdade”, FERIADO...... SÓ NA CONSCIÊNCIA DOS(AS) ATIVISTAS ÉTNICO-RACIAIS DO BRASIL.

Bom feriado à todos(as)!

Professora Vanilda Rodrigues Pereira

Diz-se que em uma terra distante houve uma grande guerra entre os animais de uma antiga Floresta de Araucárias. Essa floresta era governado por um Leão, que como governante era obrigado a manter a paz entre todos os outros bichos e garantir que todos tivessem uma vida decente. Esse Leão era escolhido dentre outros leões pelos habitantes da floresta, e como forma de garantir que um leão jamais usasse a boa vontade e o trabalho dos outros animaispara beneficiar seu próprio bando, depois de um certo tempo ele deixava de governar a Floresta de Araucárias para ser substituído por outro.

Essa era a Lei,com letra maiúscula, maior e mais poderosa que qualquer leão que estivesse no poder, e que era igual para todas as florestas daquela Terra, por ser essa Lei que tornava todas aquelas florestas uma mesma Terra. A lei com letra minúscula, que devia ser submetida à Lei, poderia ser decidida pelos próprios habitantes da Floresta de Araucárias, mas não por todos os bichos, já que isso causaria uma bagunça danada, e assim sendo,  um grupo de raposas era escolhido para criar essas leis, e assim como os leões, as raposas eram trocadas de tempos em tempos.  Havia algo de engraçado nas raposas, porém: As velhas costumavam ser escolhidas por dizer que sempre comeram poucos animais, enquanto as jovens eram escolhidas ao dizer que comeriam poucos animais, e algumas até que eram vegetarianas. Pode parecer esquisito que os animais fossem escolher quem os comeria dessa forma, mas todos concordavam que leões eram ótimos governantes, raposas ótimas criadoras de lei, e todo mundo sabe que esses animais não sobrevivem de frutas, legumes e vegetais como os coelhos ou esquilos.

Do mesmo jeito que a água é molhada, o dia vem depois da noite e o sol nasce no leste e se deita no oeste, depois da primavera, verão e outono, onde os vegetais são abundantes e a caça é fácil, um dia chega o inverno. E era função do Leão e de seus empregados, sem ferir a Lei ou as leis, cuidar para que ninguém passasse fome durante a estação gelada. Para garantir a sobrevivência de todos de forma digna quando trabalhar se tornasse impossível, todo animal deveria doar um pouco de sua comida para todos, sob a guarda do governo, sendo então esperado que se um coelho arrumasse três pés de couve, deveria entregar um; se um coiote abatesse três perdizes, deveria entregar um, e assim por diante.

O problema é que por mais que leões sejam animais extremamente habilidosos, que sabem falar em público de forma que até o menor dos camundongos se sinta seguro, cuja juba lustrosa gera comentários à quilômetros de distância até animais que nunca os viram, e que costumam ter uma desenvoltura impar para conversar com as raposas, nem sempreeles são bons de matemática. E alguns leões tinham errado feio as contas, mesmo que só parecessem notar isso quando um Leão de um bando diferente se tornava o novo governante, e nisso, mais um inverno se aproximava e não haveria comida armazenada para todos.

O Leão daquele tempo, amado por quase todos os animais, entrou em pânico quando descobriu que nem a beleza de sua juba deixaria os animais felizes quando o inverno chegasse e eles não tivessem o que comer, e ele precisava de um plano urgentemente. E foi assim que junto com as raposas eventualmente chegou a uma solução perfeita para o problema: Por que não comer os animais mais velhos, que não conseguiam mais trabalhar? Corujas, por exemplo, dizem ficar uma delícia se preparadas direito, e se os animais mais velhos não conseguem mais trabalhar, pelo menos ele voltariam a ter alguma utilidade.

As corujas, como é de se esperar, não gostaram muito da ideia. Conhecidas por sua sabedoria e paciência, geralmente eram elas quem passavam aos animais novos as informações necessárias sobre aquela curiosa sociedade. Já foram escolhidas para essa função inclusive por terem facilidade em ficar acordadas a noite toda, apesar de ser tão cansativo para elas quanto para os demais, o que lhes permitia analisar cuidadosamente e avaliar cada um dos animaizinhos para garantir que chegariam a vida adulta capazes de ajudar a manter a paz, a ordem, e a serem produtivos. Depois de tanto esforço, de tanto cuidado, de passar tantas noites em claro enquanto os outros dormiam era assim que elas seriam agradecidas? Virando ração de emergência?  As corujas sabiam que não poderiam permitir.

As corujas então não só pararam de trabalhar, deixando milhares de filhotes sem ter com quem aprenderpara mostrar como eram importantes na Floresta de Araucárias, como foram todas até a clareira onde as raposas votam para tentar impedir que fossem legalmente devoradas. É importante notar aqui que a Lei permite isso. Não que se devore corujas, e sim que você não trabalhe como forma de exigir que seu esforço seja mais valorizado, permite que os animais se reúnam para expressar seus pensamentos e permite que se assista a votação das raposas, desde que não causem briga.

Mas quando você não quer virar refeição, as vezes é difícil não se exceder, e depois de uma tentativa especialmente complicada de se fazerem ouvir, uma Águia, responsável por fazer valer tanto a Lei quanto a lei, disse que as raposas iriam votar de qualquer jeito e que os lobos poderiam ser chamados para garantir a decisão sobre comer ou não as corujas mais velhas. E assim foi feito. Quando as corujas tentaram cercar a clareira e impedir que as raposas entrassem, foram surpreendidas por uma alcatéia de lobos que primeiro cercaram as raposas garantindo que chegassem até o local de deliberação, e depois cercaram o local para impedir que qualquer um que não fosse raposa entrasse.

Os gritos das corujas do lado de fora era ensurdecedor, mas as raposas estavam decididas pela sua lealdade ao Leão, e não aos animais que as elegeram, e muito menos a um bando de corujas velhas. A tensão foi subindo e subindo até que um grupo de pardais, uns passarinhos miseráveis, completamente fora da realidade, decidiram voar bem alto e atirar pedras na cabeça dos lobos, como forma de protesto contra as raposas, os próprios lobos, o Leão e tudo o que tá aí. E quando foram agredidos, os lobos receberam ordem para atacar, se atirando furiosamente em cima de quem imaginavam estar causando bagunça, ou seja, das corujas, que se até aquele momento só queriam ser ouvidas para que não virassem jantar depois de velhas, quase viraram jantar ali mesmo em volta da clareira. E isso definitivamente contrariava a Lei.

O alvoroço foi tão feio que a notícia chegou até as outras florestas daquela terra, fosse por meio de animais que assistiram tudo aquilo, seja por abutres de outras florestas, que sentindo o cheiro de sangue, espalharam alegremente que as corujas da Floresta de Araucárias tiveram o que mereceram, como forma de garantir que suas próprias corujas e outros animais ficassem bem quietinhos.No final, o Leão e as raposas conseguiram o que queriam. Os animais não os amam mais como antes, e algumas águias ainda não tem muita certeza se a lei está de acordo com a Lei, mas entre serem comidas agora ou depois, as corujas preferiram depois.

Ainda bem que no nosso mundo esse tipo de coisa não acontece, né?

Vinicius Ferreira Mendes

Escritor e Redator Publicitário Freelancer

 

A expressão data-base é conhecida, ou pelo menos deveria ser, por quase todos os trabalhadores, pela importância que representa.

É o momento de uma categoria profissional destinado a correção salarial e a discussão e revisão das condições de trabalho fixadas em acordo, convenção ou dissídio coletivo, cujo objetivo principal é recompor os salários através da inflação dos últimos 12 meses, mantendo assim o poder de compra. Se a data base é recomposição apenas pelo índice inflacionário, não é aumento salarial, pois não traz ganhos reais para além da inflação acumulada no período.

A data-base dos servidores públicos do Estado está prevista no Inciso X do Artigo 27 da Constituição Estadual, cuja data de referência é o mês de maio de cada ano, considerando-se então a inflação acumulada no período de maio/14 a abril/2015, calculada em 8,17%. Em síntese esse valor já deveria ter sido incluído no salário recebido neste final de mês pelos servidores do Estado do Paraná.

Mas contrário a isso, o Governador Carlos Alberto Richa encaminhou projeto alterando, a data base para janeiro, recompondo os salários a partir de setembro/15, com índice de 3,45 (inflação de maio a dezembro/14) parcelado em três vezes sem pagar o retroativo. Vejamos que pela interpretação do significado de data base, deixará o Estado de pagar 10 meses integrais de data base aos servidores. Se, de fato, a intenção é mudar a data base para janeiro utilizando os resíduos inflacionários de 2014, deveria fazê-lo a partir de janeiro de 2015, isso seria lógico e racional, pois qualquer coisa diferente traria perda salarial, que é proibido pela Constituição Federal.

Paradoxo ou Mentira?

O pior de tudo isso é a forma com que o governo tenta enganar os servidores e a população Paranaense, anunciando que a reposição salarial dos servidores será superior a 12%, quando na realidade não atingirá 1% no ano de 2015.

Para comprovar o “Paradoxo de Richa” vou fazer alguns cálculos, admitamos que para cumprir corretamente a legislação atual e antecipação da data base, para cada R$ 100,00 de salário, um servidor deveria receber mensalmente a partir de janeiro a reposição de R$ 3,45 o que totalizaria no ano R$ 41,40. Segundo a proposta mirabolante do governador será pago em setembro R$ 1,15, outubro R$ 2,30 e nos meses de novembro e dezembro R$ 3,45/mês (totalizando no ano R$ 10,35) que representará apenas 25% da reposição anual devida, portanto dos 3,45% proposto a aplicação efetiva será de apenas 0,86%.

Afinal de contas o que é um paradoxo? Paradoxo é o oposto do que alguém pensa ser a verdade ou o contrário a uma opinião admitida como válida. Um paradoxo consiste em uma ideia incrível, contrária do que se espera. Também pode representar a ausência de nexo ou lógica, trecho que grifei propositalmente. (Obtido em: significados.com.br)

O “Paradoxo de Richa” consiste em tentar convencer-nos de que 0,86% é superior a 12%, uma vez que, este e somente este, é percentual que será aplicado aos nossos salários e para mascarar faz uma previsão da inflação do ano de 2015 para hipoteticamente aplicá-la em 2016.

Agora eu pergunto: quem confiaria em negociar suposições? Com um governador que já mentiu para população dizendo na campanha eleitoral que as finanças do Estado estavam bem, que o Brasil é o País que mais se paga impostos? E assim que venceu as eleições anuncia a dificuldade financeira do estado para justificar o aumento de 40% no IPVA e 50% no ICMS de mais de 90 mil itens, tirando dinheiro do bolso de todos os paranaenses?

 

Hoje (29) aprendemos mais uma lição. A razão do governo impedir que os policiais militares tenham curso superior e uma melhor educação. Fato este que se faz refletir em sua política despótica no Estado do Paraná. A sua incapacidade de governar o faz apelar para as forças que historicamente se predispõe a serviço da tirania. Os mesmos que trabalham com fardas surradas e coturnos arrebentados, e com um sistema de saúde precário, ainda assim se submetem às ordens absurdas de um governante desequilibrado, quando os mesmos deveriam praticar a segurança dos cidadãos, e não atos de violência de forma covarde contra professores(a) desarmados. Democracia a grande mentira revelada pelo Estado do Paraná, o qual edifica um governo, do Governo, pelo Governo e para o Governo. O Poder legislativo em sua maioria legisla para seus próprios interesses e nunca para o povo. A justiça se faz favorecendo o governante. Assim é meu Paraná, jogo de cartas marcadas, do qual sabemos que o vencedor irá usar de toda a artimanha para vencer, custe o que custar. É Paraná da vergonha política.

Professor: Mauro Cleto da Silva

Nasci em plena ditadura, porém tive excelentes professores de história e relatos familiares. Nunca imaginei que no ano de 2015  vivenciaria uma barbárie como a que esse ser desprezível e desqualificado - Beto Richa - e seus sequazes promoveram. Como um "chefe de Estado" é capaz de mandar executar seus Mestres? Como um "chefe de Estado" coloca seu interesse pessoal em detrimento de sua população? Felizmente, não tivemos confirmações de óbito, porém o que ocorreu ontem (29) no Paraná foi uma tentativa de chacina em massa. Não consigo entender como existe um judiciário que permite ações como essas e, que ninguém possa interferir. Um presidente da Assembléia inapto para um exercício de tal envergadura. Um "governador" desse não pode ter tanto poder assim, a ponto de ordenar um massacre contra os seus cidadãos, em especial CONTRA os seus PROFESSORES matéria nobre de qualquer país civilizado.

Prof. Paola Gollner

APP-Sindicato - Núcleo Sindical de Londrina