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10 Maio

Cada vida importa

Pela Valorização da VIDA !

Nesses tempos sombrios em que atravessamos é preciso refletir sobre o valor de cada vida humana, ceifada por uma pandemia mundial genocida,  tão subestimada por parte de alguns governantes,  praticantes de uma necropolítica – uma política de morte, que defende a economia, a produção industrial e comercial, esquecendo que são seres humanos vivos que desenvolvem todas as atividades econômicas, sociais e culturais. É assustador que parte da sociedade trate com descaso a força de um vírus que ameaça toda a população no planeta, mas que tem matado sobretudo as populações pobres, das periferias, uma população negra, migrante e uma grande população de mulheres que se não morrem doentes, tem morrido  confinadas em seus lares, devido à violência doméstica, na maioria dos casos cometidos por maridos, pais, padrastos e companheiros das vítimas.

Ao contrário do que pensam alguns insanos, ditos inteligentes e até cristãos: TODA VIDA HUMANA IMPORTA sim. Sobretudo para cada familiar que perdeu seu familiar, muitas vezes sem um diagnóstico preciso, pois sequer foi realizado um teste que comprovaria seus males demonstrados. São horas, dias peregrinando para obter vaga em hospital ou um leito nas mínimas UTIS existentes nos hospitais públicos, cujos profissionais de saúde também sofrem e adoecem devido as condições precárias de trabalho, de ausência de equipamentos e acessórios de proteção.

Bem sabemos que muitas vidas têm se recuperado deste vírus corona 19. Vamos mesmo celebrar estas vidas, que nunca mais serão as mesmas… Todavia, devemos respeitar as vidas dos quase 11mil mortos, noticiadas oficialmente, até este momento. Seguindo o exemplo de outros países, devemos promover o respeito e a solidariedade nossa de todo dia. Lá fora, artistas, empresas, empresários e autoridades fazem generosas doações pessoais, para socorrer as populações mais vulneráveis. Quando morrem estrangeiros realizam campanhas de solidariedade, comovem milhares de pessoas nas redes sociais… Aqui, ainda ensaiamos atitudes mais generosas, individualmente, não apenas pedindo da população simples, doações em vaquinhas online. Carecemos de gestos concretos de cada cidadão e de políticas públicas, dos governos. Afinal no Brasil, as tragédias e mortes das vítimas como da Boate Kiss, de Mariana, de Brumadinho, queimadas na Amazônia ou das enchentes anuais em várias cidades brasileiras, não mobilizam as mesmas ações de compaixão tupiniquim, sobretudo, da classe média tão consumidora.

 Para além das políticas públicas, devemos pensar menos em consumo e festas; e muito mais em socorrer nossos semelhantes, tanto com alimentos, produtos de higiene, água, medicamentos etc. Precisamos amparar ainda mais as comunidades pobres, as nações indígenas, os idosos, as crianças e as mulheres agredidas em suas casas, logo elas, as maiores cuidadoras da humanidade. A vida não pode ser digna se não ajudarmos o próximo, se não tivermos a coragem de estender as mãos, e tolerar, termos compaixão e sermos mesmo bondosos, mais humanos. Fazermos aos outros o que gostaríamos que fizessem conosco. Vamos valorizar nossas vidas, saudar as mães, avós e todas as pessoas que estão cumprindo, sabiamente o isolamento social, ficando em suas casas, usando máscaras, lavando suas mãos e usando álcool gel todos os dias. Tenhamos coragem de continuar nos sacrificando, sem sair de casa e denunciarmos qualquer tipo de violência, de agressão que ouvimos no nosso entorno. Vamos salvar a vida de meninas, mulheres que estão sofrendo trancadas. Toda vida é muito importante. Disque 180 ou para 190 da polícia militar.

Sueli Aparecida Lopes Braga, mãe e professora.

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