NÚCLEO SINDICAL
LONDRINA

Gestão
Independente, democrática,
de base e de luta!
2017 - 2021

Artigos

Nasci em plena ditadura, porém tive excelentes professores de história e relatos familiares. Nunca imaginei que no ano de 2015  vivenciaria uma barbárie como a que esse ser desprezível e desqualificado - Beto Richa - e seus sequazes promoveram. Como um "chefe de Estado" é capaz de mandar executar seus Mestres? Como um "chefe de Estado" coloca seu interesse pessoal em detrimento de sua população? Felizmente, não tivemos confirmações de óbito, porém o que ocorreu ontem (29) no Paraná foi uma tentativa de chacina em massa. Não consigo entender como existe um judiciário que permite ações como essas e, que ninguém possa interferir. Um presidente da Assembléia inapto para um exercício de tal envergadura. Um "governador" desse não pode ter tanto poder assim, a ponto de ordenar um massacre contra os seus cidadãos, em especial CONTRA os seus PROFESSORES matéria nobre de qualquer país civilizado.

Prof. Paola Gollner

Hoje (29) tivemos um dia muito triste para a educação pública no estado do Paraná, bem como para todo o conjunto de servidores. O que se viu hoje a tarde no Centro Cívico , foi um verdadeiro campo de batalha, uma violência sem precedentes na história recente deste estado, acompanhado de extrema covardia por parte do governo e de seus aliados, e por conta disto muitos dos nossos colegas foram hospitalizadas( eu mesmo acabei de sair do hospital Cajuru, onde levei duas de nossas colegas). Quero prestar minha solidariedade a todos e todas, e agradecer a vcs que estiveram todos estes dias de greve, nos ajudando nas mais diversas tarefas, mostrando sempre muito compromisso e organização . Tudo que conquistamos foi fruto da nossa união, sozinho, não chegaríamos a lugar algum. O projeto da previdência foi aprovado , mas não podemos desanimar, pois ainda temos muita luta pela frente

Prof. Boanerges Elias - Presidente da APP-Curitiba Norte

O que testemunhei hoje (29) no Centro Cívico garanto as todos os meus companheiros (as) de luta, que jamais esquecerei. Havia uma sensação de desconforto no ar. Um clima pesado, com os policiais mais próximos da grade, visivelmente tensos. Nós, trabalhadores (as) da educação e servidores (as) púbicos do outro lado, nos comportávamos quase que como preparados para o que viria a acontecer. E aconteceu. A legítima tentativa de ocupação da Casa do Povo, a nossa Assembleia Legislativa, a Polícia Militar, com mais de mil homens fortemente armados, reagiu da forma mais violenta jamais registrada na história do Paraná. Nem em rebeliões prisionais (pelo menos não que tenha vindo à público) há conhecimento de tanto dinheiro público literalmente explodido. E como houve explosões. Foram praticamente duas horas de bombas de efeito moral, jatos d´água, gás lacrimogênio e tiros com balas de borracha, que resultaram em dezenas de trabalhadores (as) feridos e transformaram o Centro Cívico em uma praça de guerra. As imagens que vão percorrer o mundo vão falar por si. Não importa o que diga o governador sanguinário, covarde e medíocre, assim como o seu Secretário de Segurança que fugiu de forma patética e covarde de um professor no começo do ano. O governador passa à história como passaram Nero, Calígula, Hitler, BabyDoc, Pinochet dentre outros, que tem suas mãos sujas de sangue de pessoas inocentes. As mãos de Beto Richa estão impregnadas pelo sangue dos servidores (as) públicos, misturado com o fétido odor do gás lacrimogênio. E tudo por dinheiro! Não importava que na praça houvesse o pai de alguém, a mãe, o avô ou parente de alguém. Todos foram tratados como lixo humano e como se ali não estivessem seres humanos. A Polícia Militar se prestou a um papel terrível, que os coloca como inimigos da sociedade e dos trabalhadores. Mesmo cumprindo ordens foram covardes! Vão junto com Beto Richa para o esgoto da história. Por fim, sempre vale a pena lutar. Mesmo que as coisas tenha se dado dessa forma, fica a lição de que não se muda nada se comportando como vacas indo para o abate. Sem luta não há dignidade. Fica a tarefa para, a partir de hoje, transformar a vida dos deputados estaduais que avalizaram essa carnificina, em algo próximo ao inferno que os trabalhadores da educação viveram nesse dia 29 de abril. Cada um, dos 31 Deputados, merece o mesmo tratamento que tivemos hoje, em suas cidades de origem.

Jean Claude Lima

O que houve foi um massacre covarde da polícia do governador Beto Richa aos educadores e servidores públicos do Paraná.

Um ataque feito com bombas de gás lacrimogênio, cassetetes, cães, balas de borrachas e spray de pimentas. O massacre durou mais de 2 horas. Os policiais estavam armados até os dentes. As bombas eram jogadas sobre os manifestantes de várias maneiras.

Os servidores não estavam armados. Algumas pessoas por conta própria jogaram duas ou três pedras na polícia. A maioria dos presentes só tentava se defender dos bárbaros ataques.
Mais de 200 feridos. Entre estes, pessoas com faturas, com cortes médios e profundos, mordidas de cães etc.
Hoje tivemos uma forte demonstração do que significa o tal governo do diálogo e respeito!

Richa não tem mais condições morais e políticas para governar o Paraná. É um fraco à beira de um ataque de nervos.
Não vamos esquecer do que fez Richa, o fanfarrão Francischini, e seus asseclas na Assembleia Legislativa, Traiano, Romanelli e cia.

Tenham certeza! 
Vamos cuidar do futuro político de vocês, do mesmo modo que cuidaram do futuro das nossas aposentadorias.

 

Prof. Paixão

Beto Richa e Álvaro Dias,  ambos do PSDB, utilizaram-se de força militar para agredir os (as) educadores (as) do Paraná. Vê-se que não é uma simples coincidência, mas, modo de governar com petulância, soberba e desprezo à opinião do povo. Como Álvaro, pagará caro por cada bomba, cada gota de sangue derramado, cada servidor (a) hoje subjugado por inaudita e desmedida barbaria policial. Por todo o sempre, ainda que queiram silenciar sobre todo o terror que promoveram, até as pedras gritarão.

Prof. Romeu Gomes de Miranda

Companheiros e companheiras,

Utilizada sob o falso argumento de modernizar as relações de trabalho e garantir a especialização no serviço, a terceirização representa na realidade uma forma de reduzir o custo das empresas à custa da redução de direitos e da precarização das condições de trabalho. O PL 4330 visa a legalização e ampliação para todas as atividades, sem limites e obstáculos, desta prática que hoje expõe parcela significativa da classe trabalhadora a condições insalubres, ao adoecimento, ao trabalho análogo ao escravo e ao risco de morte diariamente.
Tendo em vista, qualificar nossa intervenção juntos aos trabalhadores e trabalhadoras da base dos nossos sindicatos e disputar a opinião pública a respeito do que representaria a aprovação do PL 4330, preparamos um material explicativo sobre pontos do projeto e sua tramitação, através de um quadro de perguntas e respostas:


* A CUT é contra a regulamentação da terceirização?
Ao contrário do que os empresários dizem, a CUT não é contra a regulamentação da terceirização, ela é contra o PL 4330. A CUT defende que haja uma regulamentação para se evitar os abusos e que ela se dê através de uma legislação que proteja os trabalhadores e combata o processo selvagem de precarização que se espraia pelo mercado de trabalho no Brasil e que o PL 4330 tenta legalizar e ampliar sem limites.
Desde 2004, a CUT vem estudando e debatendo o assunto, avaliando os impactos e os prejuízos da terceirização nas diferentes categorias e ramos de atividade e acompanhando a tramitação dos projetos que tratam do tema. Tendo em vista avançar na elaboração de propostas e disputar esse processo, a CUT criou um grupo de trabalho com a participação das confederações, o GT Terceirização.
Foi no âmbito do GT que a CUT elaborou uma proposta sobre como deveria se dar a regulamentação da terceirização no Brasil. Esta proposta foi encampada pelo deputado Vicentinho através do PL 1621/07, que hoje se encontra apensado ao PL 4330/04.
Esse projeto foi também a base para elaboração, em 2009, de uma proposta de consenso entre Centrais Sindicais, no âmbito do Ministério do Trabalho. Esta proposta foi transformada em anteprojeto de lei e encontra-se parada na Casa Civil.


* Quais as propostas da CUT para regulamentar a terceirização no Brasil?
A proposta da CUT para a regulamentação da terceirização no Brasil está estruturada sobre quatro pontos principais. São eles:
A proibição da terceirização na atividade fim - a terceirização não deve ser permitida na atividade principal da empresa;
A igualdade de direitos e condições de trabalho - terceirizados devem ter salário, direitos e condições de trabalho iguais às dos trabalhadores e trabalhadoras contratados diretamente pela empresa;
A responsabilidade solidária - a empresa contratante deve ter responsabilidade solidária, ou seja, tanto a contratante (tomadora de serviços) quanto a contratada (terceirizada) devem ter igual responsabilidade pelo pagamento de salários, recolhimento de encargos previdenciários e trabalhista, condições de saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados;
A representação sindical pela categoria preponderante - os trabalhadores terceirizados devem ter a mesma representação sindical que os trabalhadores e trabalhadoras da atividade principal da empresa, chamada de categoria preponderante, sendo a eles garantidos os mesmos direitos e benefícios conquistados em negociação coletiva.

* O PL 4330 vai melhorar a vida dos terceirizados e terceirizadas?
Não é verdade. Na negociação feita na mesa quadripartite em 2013, com a participação do governo, de parlamentares, dos empresários e dos trabalhadores, conseguimos alguns avanços pontuais no texto visando à proteção aos direitos básicos dos terceirizados. Porém, o relator não acatou nenhum dos pontos centrais defendidos pelos trabalhadores durante a negociação.
Estudos feitos pela CUT e o DIEESE apontam as diferenças absurdas que existem entre as condições de remuneração, direitos, saúde e segurança dos terceirizados em relação aos trabalhadores diretos, e que não serão corrigidas pelo PL 4330.
Ao contrário, a aprovação do projeto estenderá a precarização ao conjunto da classe trabalhadora na medida em que permitirá que qualquer atividade seja terceirizada. Seguem alguns dados importantes que constam no Dossiê Terceirização e Desenvolvimento, uma conta que não fecha:
0) O trabalhador terceirizado permanece 3 anos a menos no emprego;
0) O trabalhador terceirizado tem uma jornada semanal de três horas a mais;
0) O trabalhador terceirizado recebe salário 25% menor;
0) O trabalhador terceirizado está mais exposto a acidentes e mortes no trabalho;
0) 8 em cada 10 mortes no trabalho acontecem com terceirizados;
0) 90% dos trabalhadores resgatados em condições de trabalho análogo ao escravo são terceirizados

* Qual o estágio atual de tramitação do PL 4330?
Hoje, ao aplicar a legislação vigente a cada caso concreto, a Justiça do Trabalho estabelece os limites da terceirização e reconhece que ela só pode ser feita em atividades acessórias, ou seja, aquelas que não estejam ligadas à atividade principal da empresa. Por exemplo: uma escola não pode terceirização serviços ligados à sua atividade principal que é a educação, por isso não pode terceirizar a contratação de professores. Esse entendimento está consolidado na Súmula 331 do TST.
O Projeto de Lei número 4330, de autoria do ex-deputado e empresário, Sandro Mabel, tramita na Câmara dos Deputados desde 2004. Durante este período passou por algumas comissões, sofreu várias alterações, mas até hoje não foi aprovado porque não há acordo em relação à sua proposta. Sua versão atual é resultado da aprovação do substitutivo do deputado Arthur Maia, relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, no dia 08 de abril no plenário geral da Câmara. Ele poderá sofrer alterações na próxima semana através dos destaques ao texto que serão apresentados em plenário.
É fundamental esclarecer que a tramitação do Projeto no Congresso ainda não terminou. A versão final, aprovados destaques ao texto, será encaminhada ao Senado. Lá, ele iniciará um novo processo onde, respeitada a tramitação normal, deverá passar por comissões antes de ir ao Plenário Geral. Caso sofra novas alterações, retornará à Câmara dos Deputados para conclusão.

* O STF já se posicionou a favor da terceirização na atividade fim?
Não. Embora a questão tenha sido apresentada para julgamento no Supremo Tribunal Federal em inúmeros casos, com destaque para os processos ARE 713.211, ADPF 324 e ARE 791.932, ele ainda não foi a Julgamento. Em audiência com representantes dos trabalhadores na semana passada, o presidente do STF, ministro Lewandowski, se comprometeu a dialogar com as Centrais Sindicais e a fazer justiça.

* Qual a orientação da CUT neste estágio atual?
A CUT está orientando todas as suas entidades, sindicatos, federações, confederações e estaduais, a ampliar a mobilização, visitando os deputados, fazendo uma campanha pública de esclarecimento à população sobre os riscos do projeto para a vida de todos os trabalhadores e trabalhadoras e para o futuro da juventude e do país. A CUT denunciará todos os deputados que votaram a favor do projeto, apresentando em todos os Estados e nacionalmente os nomes.
Além disso, considerando que a tramitação no Congresso ainda não terminou, será determinante a pressão dentro da Câmara e do Senado. Vamos visitar todos os senadores, esclarecê-los sobre a posição da CUT, sobre os impactos sobre os trabalhadores e sobre o desenvolvimento do país. Vamos avisá-los que contaremos com seu voto na defesa dos direitos e estaremos atentos aos seus posicionamentos.

* Quais os pontos de divergência da CUT em relação à versão atual do projeto?

Ampliação da terceirização da atividade meio e fim
“Art. 2º Para os fins desta lei, considera-se: I – terceirização: a transferência, pela contratante, da execução de parcela de qualquer de suas atividades à contratada para que esta a realize na forma prevista nesta lei.”

Negativo:
Amplia a terceirização para qualquer atividade da empresa.
Enquadramento sindical

“Art. 8º - Quando o contrato de terceirização se der entre empresas da mesma categoria econômica, os empregados da contratada envolvidos serão representados pelo mesmo sindicato dos empregados da contratante.”
Negativo

Na prática, não garante absolutamente nada, pois não impõe nenhuma exigência de representação pela categoria preponderante Responsabilidade solidária e subsidiaria.

“Art. 15º - A responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada é subsidiária se ela comprovar a efetiva fiscalização de seu cumprimento, nos termos desta lei, e solidária, se não comprovada a fiscalização.”
Negativo

A CUT pleiteia a responsabilidade solidária, como condição para evitar o calote Subcontratação pela empresa contratada

“Art. 15º, Parágrafo Único - Na hipótese de subcontratação de parcela específica da execução dos serviços, mantém-se a responsabilidade da contratante.” Negativo

Mantém a subcontratação, ou seja, a possibilidade de quarteirização, diluindo ainda mais a responsabilidade pelos direitos dos trabalhadores terceirizados.

Transformar o trabalhador em pessoa jurídica “Pejotização”

“Art. 2 - § 2º Não podem figurar como contratada, nos termos do inciso III do caput deste artigo:
I – a pessoa jurídica cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado da contratante;
II – a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante do serviço, relação de pessoalidade, subordinação e habitualidade;
III – a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios nos últimos 24 (vinte e quatro) meses tenham prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se referidos titulares ou sócios sejam aposentados.
§ 3º................................................................
§ 4º Deve constar expressamente do contrato social da contratada a atividade exercida, sendo permitido mais de um objeto quando este se referir a atividades que recaiam na mesma área de especialização.”

Negativo:

A emenda incluída cria regra, no entanto, não possui dispositivo com proibição expressa.


Terceirização no Setor Financeiro

Art. 18. As exigências de especialização e de objeto social único, previstas no art. 2º desta lei, não se aplicam às atividades de prestação de serviços realizadas por correspondentes contratados por instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, nos termos da regulamentação do Conselho Monetário Nacional, enquanto não for editada lei específica acerca da matéria.

Negativo:

No caso dos Bancos e dos bancários, a falta de exigência de especialização e objeto único para a empresa contratada, permitirá que a terceirização de qualquer atividade bancária seja feita por qualquer empresa terceirizada.

 

Fonte: www.cut.org.br

É deprimente os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovarem um auxílio moradia de R$ 4,3 mil. Qual a justificativa para o recebimento desse auxílio? Os conselheiros ganham pouco? Os salários estão atrasados ou defasados?

Leia mais...

É de causar espanto como muitas pessoas não sabem diferenciar Invasão de Ocupação. Diante dos últimos acontecimentos ficou claro que a ALEP foi ocupada e por outro lado ela também foi invadida. Uma classe ocupou e outra classe invadiu. A ALEP não é a casa do povo? Sendo assim e também sendo verdadeiro que “todo poder emana do povo e em nome do povo deve ser exercido”, é justo o povo se adentrar na sua casa, é sensato dizer que ela foi ocupada por trabalhadores para defenderem os seus direitos conquistados durante décadas de lutas, essa ocupação foi da classe trabalhadora. Fico indignado é com a convicção que a Casa do Povo, por outro lado também foi invadida.

Leia mais...

Como em uma quarta-feira de cinzas, as mascaras da política paranaense foram ao chão. Tudo devido a greve dos servidores públicos do Paraná.

Leia mais...

APP-Sindicato - Núcleo Sindical de Londrina