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Através de um terrorismo falacioso, o governo e o tal do “mercado”, leia-se os banqueiros, empreendem uma campanha mentirosa para tentar minar o rechaço que a maior parte da população tem em relação ao ataque às aposentadorias.

Querem convencer o povo de que se a Reforma da Previdência não for aprovada, o país entrará no colapso. E para isso não economizam nas mentiras. O Ministério do Planejamento, por exemplo, está plantando na mídia um “estudo” afirmando que, caso a reforma não seja aprovada, o Brasil voltaria à recessão em 2019. Somando-se a este teatro, o levantamento do governo Temer afirma que esse cenário provocaria uma redução do PIB per capita (a riqueza que o país produz em um ano dividido pela população) de R$ 1.400 em 2019 e de R$ 1.800 em 2020. Chega a cogitar perda média de R$ 3.700 na renda dos brasileiros nos próximos três anos.

 

A tal “ameaça” que o Governo Temer diz tem o seguinte roteiro: a reforma da Previdência não passa, aumenta o chamado “risco-país” (a capacidade de o país seguir pagando a dívida), os juros subiriam e os investimentos estrangeiros sairiam correndo. Isso causaria o aumento do desemprego, da renda, o aprofundamento (ou a “volta” como o governo diz) da recessão, enfim, o caos econômico e o inferno na Terra.

 

Por outro lado, se a reforma for aprovada o risco-país despencaria, os empregos brotariam aos borbotões e chegaríamos ao paraíso. Alguém realmente acredita nisso?

 

Esta cínica campanha terrorista em favor da reforma da Previdência é que nada é dito sobre os bilhões que Temer vem gastando para comprar apoio parlamentar. Levantamento realizado pelo jornal El Pais mostra que, entre liberação de emendas, refinanciamento de dívidas de empresários e ruralistas, e outros agrados para comprar votos contra as denúncias de corrupção, o governo vai gastar cerca de R$ 450 bilhões nos próximos três anos. Só para se ter uma ideia, esse mesmo governo prevê economizar o equivalente a R$ 480 bilhões em 10 anos com a reforma.

 

O que vai realmente acontecer se a reforma for aprovada?

 

O crescimento do emprego tão propagandeado pelo governo no último período se limita ao crescimento de vagas informais, os de carteira assinada continuam caindo. Uma possível estagnação na economia, cenário que vem se desenhando como mais provável no próximo período, aumentaria ainda mais os 26 milhões de trabalhadores que não encontram serviço.

 

A aprovação da reforma da Previdência terá efeitos bem concretos e negativos para toda a classe trabalhadora ao contrário do que diz o Governo Temer: O trabalhador mais pobre simplesmente não vai conseguir mais se aposentar com a imposição da idade mínima de 65 anos para homens e 62 às mulheres. Caso consiga, vai receber bem menos, já que a reforma mexe com a regra de cálculo e joga as aposentadorias para baixo. Hoje, a aposentadoria se baseia nos 80% dos salários mais altos. Com a reforma, a base de cálculo vai ser a média de todos os salários nos quais o trabalhador contribuiu. Isso é especialmente perverso com os mais pobres, que começa a trabalhar justamente nos serviços mais precarizados e que pagam menos.

 

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A reforma é um profundo ataque à Previdência pública, sistema do qual dependem milhões de trabalhadores e famílias, mais do que qualquer outro programa social. Com essa reforma, os trabalhadores e trabalhadoras serão obrigados(as) a permanecerem por mais tempo no mercado de trabalho, o que dificultaria a abertura de novas vagas e, consequentemente, influiria nas taxas de desemprego.

 

Os únicos que ganhariam com a reforma são os banqueiros e grandes empresários, pois teriam assegurado o pagamento da dívida em detrimento de nossas aposentadorias e serviços públicos. Os bancos, por sua vez, veriam seus planos de previdência privada inflados pela camada de trabalhadores que poderiam pagar por isso.

 

O único paraíso prometido pela reforma é para os banqueiros e grandes empresários, principalmente, aqueles que financiam as campanhas dos partidos a favor da Reforma da Previdência. Aos trabalhadores e trabalhadoras restaria o inferno de ter que trabalhar até morrer.

 

Vamos à luta! Greve Geral no dia 05 de Dezembro!

 

Os trabalhadores e trabalhadoras não pode aceitar todo este cenário mentiroso e terrorista que vem sendo construído pelo Governo Temer e seus aliados. Temos que ter em mente que o país pode sim sustentar as aposentadorias mais que merecidas a um povo que tanto trabalha e que quase nada tem em troca. 

 

O senhor Michel Temer junto com os seus aliados corruptos já se aposentaram na média dos 55 anos, diga-se de passagem, aposentadorias muita acima do que ganha um trabalhador. São hipócritas, corruptos hipócritas!

Por tudo, isto não podemos aceitar mais este ataque, que é a Reforma da Previdência, e uma das ferramentas maios importantes que a classe trabalhadora possui é a Greve. Vamos tomar as ruas e mostrar que o Brasil deve ser governado para aqueles que verdadeiramente constroem e que construíram as riquezas deste país: os trabalhadores e trabalhadoras.

 

Neste sentido, a APP-Sindicato Londrina convoca os educadores e educadoras a se somarem a Greve Geral do dia 05 de Dezembro. Em Londrina a concentração se dará a partir das 09h de frente do Banco do Brasil no Calçadão de Londrina.

 

Contra a Reforma da Previdência!

Por uma vida digna!

Greve Geral em 05 de Dezembro!

Todos e Todas à luta!

 

APP-Sindicato Londrina

APP-Sindicato - Núcleo Sindical de Londrina