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1 mar

Em tempos de pandemia precisamos refletir sobre as mulheres – 8 de MARÇO – DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Em tempos de pandemia precisamos refletir sobre as mulheres- 8 de MARÇO – DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Autora: Sueli Aparecida Lopes- (Sec. Das Mulheres Trabalhadoras e em defesa dos direitos LGBTQI+ APP Sindicato- Londrina).

            O dia internacional das mulheres – 8 março – precisa ser melhor entendido.  Então, vamos relembrar a origem histórica desta data, tão relevante, para a história das mulheres: “Essa data tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou a socióloga Eva Blay.

A história de luta das mulheres, caminha com a própria trajetória da humanidade, na busca de atendimento de direitos desde o século XVI no início do capitalismo e mesmo antes na antiguidade e na idade média.

            No Brasil, relacionarmos o 8 de março, com a data ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle, quando morreram 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus).

          Mas foi na Rússia, em 1917, que ocorreu a manifestação mais forte, dando origem ao Dia Internacional das Mulheres. Tal protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo – 8 de março, no calendário gregoriano e adotado pelos soviéticos em 1918 e utilizado mundialmente desde então. Tal manifestação com cerca de 100 mil russas, ficou conhecida como “Pão e Paz” tendo sido oficializada pela ONU em 1975, como o Dia Internacional da Mulher, embora fosse celebrado muito tempo antes.

Nesse sentido, em referência as nossas ancestrais, e nos dias atuais, um período de retirada de direitos sociais e trabalhistas, crise econômica, social e sanitária, nós precisamos refletir e honrar nossas antepassadas.  Repudiar o discurso das privatizações, de austeridade e corte do auxílio emergencial, tão necessário para as mulheres pobres, periféricas que precisam de melhor atendimento social.

Inegavelmente, as atuais políticas dos governos federal e estadual, têm retirado direitos das mulheres. Então cabe, um alerta urgente: sobretudo na Educação Básica, onde a maioria dos trabalhadores são mulheres: funcionárias e professoras. Pois isto é inevitável nosso grito:        Parem de nos humilhar. Parem de solapar nossas conquistas de décadas de luta sindical e humanista, parem de nos empobrecer!

          Nós, que somos também eleitoras, desde 1932, no Brasil. E embora conquistarmos, tardiamente, o direito ao voto, ao custo de suor e lágrimas, nós votamos em homens, mas ainda não somos votadas, nem por homens ou por mulheres. Nos vários contextos públicos, nós mulheres, ainda somos invisíveis, pois poucas são protagonistas no campo político.

          Muitas somos religiosas (de diversas matrizes religiosas) ou não. E tudo bem. Muitas são mães e há as que não são. E tudo bem também. Mas, somos também consumidoras, contribuintes de impostos. São as mulheres que sobrevivem num mundo desigual, onde são as que mais trabalham e menos ganham. Nós produzimos riquezas no país e no entanto, a justiça da distribuição dos bens, não nos alcança.

            Ainda que muito diferentes, como seres humanos.  Precisamos que nos reconheçam como iguais, em direitos. Pois, na população geral, a maioria de nós, são as mais   pobres. E, infelizmente, milhares de nós, são vítimas de relacionamentos abusivos, exploradas muito mais que os homens, humilhadas, maltratadas por parceiros de jornadas. Portanto, reivindicamos a cidadania plena! Respeitem às mulheres!              

É muito relevante sim, refletir sobre a data: 8 de março Dia Internacional das Mulheres. Especialmente, porque temos muito para construir; para melhorar o mundo, para que mulheres sejam reconhecidas e inseridas em todas as áreas da sociedade ao lado dos homens e afins. Sendo assim, nós queremos nos unir aos homens de boa vontade, pois temos muito para conquistar nesta luta pela igualdade de gênero!

Já é tempo de criarmos uma agenda favorável às mulheres. Para além da justiça social, havemos de conquistar políticas públicas que  promovam uma saúde pública gratuita, no atendimento à saúde ginecológica, à maternidade e ao acolhimento à infância, a universidade pública gratuita, ações que garantam a dignidade e vida plena às mulheres: casa, escola, hospital, transporte, lazer e vacina; bem como condições de igualdade no mercado de trabalho tanto no setor público como no privado.

Que as políticas públicas garantam, um combate implacável à violência contra as mulheres. Puna agressores e homicidas, e que garanta a efetiva aplicação das medidas protetivas previstas na Lei 11.340 de 08 de agosto de 2006 – Lei Maria da Penha. Chega de feminicídio! Nesses tempos de isolamento muito mais mulheres têm sido vítimas de seus companheiros e exigimos respeito ao nosso corpo, às nossas falas e às nossas escolhas. 

Basta! Temos que estender às mãos para nossas vizinhas, amigas e denunciar o relacionamento abusivo! Que cessem os ciúmes excessivos e controladores, a opressão e todas as agressões contra às mulheres.  “Afinal; se eles têm coragem de agredir, nós temos que ter coragem para denunciar”. Ligue 180 já!

Autora: Sueli Aparecida Lopes- (Sec. Das Mulheres Trabalhadoras e em defesa dos direitos LGBTQI+) APP Sindicato Londrina.